segunda-feira, 28 de abril de 2008

Crônicas III






La peligrosa.

Todos que andam de moto estão fadados a uma cota de tombos. Pelo menos, foi isso que o pessoal experimentado me disse tão logo percebi que aqui, nesta cidade, fatalmente teria que possuir uma pra me locomover com facilidade. Depois de comprar, aprender em um dia e sair andando no outro, não tardei a presenciar um acidente. A princípio, não comigo, mas com outro aspirante dando sua primeira volta nas ruas, na companhia de outro também iniciante. O saldo de dois corpos no chão foi uma mulher com uma fratura no antebraço, tendo o aspira saído incólume. Como de praxe, aglomerou-se a multidão de curiosos e foi-se a ambulância pro hospital com os acidentados. Me dispus a cuidar da Honda Bis que o aspira acidentado pegara emprestada na loja, enquanto o outro levava a da mulher pro hospital. Não afeito à ausência de embreagem desse tipo de moto, fui tirá-la da rua, acelerei subitamente, bati num carro passando e caí no asfalto. Fez-se nova aglomeração. O carro era da polícia. O saldo foi um joelho ralado, uma risada do policial, a moto mais arrebentada que antes, um prejuízo e o carro, graças à boa sorte, incólume. Mas isso, me garantindo logo, é claro, com uma leve “carteirada” de militar.

O mal de tudo é que, em ambos os casos – andar de moto e dar carteirada –, acaba-se tomando gosto pela coisa.

Nota: No dia seguinte após minha última postagem, por sarcasmo do destino, chegaram, no meu plantão, vítimas de balas perdidas de um tiroteio entre a PM e o bando do Machuca, digno das crônicas policiais cariocas. Pra completar, recebi notícias de que um terremoto atingiu o Rio e São Paulo. Perdoem essa minha língua maldita.

Um comentário:

Marcia disse...

Coitada da moto!